Passos não se compromete com data para subsídios

Passos Coelho não se comprometeu hoje com uma data para a reposição dos subsídios de férias e de Natal, indicando que "a reposição será feita após o período de vigência do programa de assistência económica e financeira".

Essa reposição, admitiu, será feita "de forma gradual, em condições que são nesta altura impossíveis de antecipar". O programa, diz agora o Governo, terminará em 2014.

No debate quinzenal, o primeiro-ministro já tinha sido criticado por Heloísa Apolónia, dos Verdes, por "mentir" nesta questão, mas foi quando interpelado pelo líder parlamentar da sua bancada - "como e quando", perguntou Luís Montenegro - Passos Coelho afirmou que o "Estado tem todo o interesse que seja o mais célere possível", até por "imperativo constitucional".

O secretário-geral do PS, António José Seguro, falando depois, não deixou de apontar que o primeiro-ministro "já não admite sequer que em meados de 2014 devolva os subsídios", mas o fala apenas ao longo de todo o ano e que "vai fazer isto às pinguinhas".

Ler mais

Exclusivos

Premium

Opinião

Os aspirantes a populistas

O medo do populismo é tão grande que, hoje em dia, qualquer frase, ato ou omissão rapidamente são associados a este bicho-papão. E é, de facto, um bicho-papão, mas nem tudo ou todos aqueles a quem chamamos de populistas o são de facto. Pelo menos, na verdadeira aceção da palavra. Na semana em que celebramos 45 anos de democracia em Portugal, talvez seja importante separarmos o trigo do joio. E percebermos que há políticos com quem podemos concordar mais ou menos e outros que não passam de reles cópias dos principais populistas mundiais, que, num fenómeno de mimetismo - e de muito oportunismo -, procuram ocupar um espaço que acreditam estar vago entre o eleitorado português.