Passos não exclui privatização da Caixa Geral de Depósitos

Passos Coelho não excluiu hoje no Parlamento a hipótese do Governo vir a privatizar a Caixa Geral de Depósitos mas deu sinais de cedência na proposta sobre a TSU.

O primeiro-ministro foi confrontado com a hipótese de privatização do banco público durante o frente-a-frente com António José Seguro.

"No dia em que o Governo tiver de anunciar alguma coisa relevante sobre a CGD, não o fará de forma sorrateira", respondeu, à segunda.

Seguro apanhou a deixar para deixar uma ameaça ao Governo. "É elucidativa a sua resposta. Mas olhe bem para mim. Terá o PS pela frente se ousar privatizxar a CGD", afirmou recebendo um aplauso do PS.

O memorando prevê apenas a privatização do setor dos seguros da CGD, mas Vítor Gaspar admitiu recentemente que a lista de empresas a alienar poderá ser aumentada. No passado Passos Coelho defendeu a privatização do banco público.

TSU em aberto

A poucas horas do Conselho de Estado, Passos deixou a porta aberta para um recuo sobre a medida da Taxa Social Única.

"O Governo não é nem cego, nem surdo, nem ficará mudo. Já recebi os parceiros sociais que subscreveram o acordo social e receberei hoje a CGTP e a uns já disse e isso foi público e o segundo também o saberá, que o Governo se disponibilizou para discutir esta matéria", afirmou o primeiro-ministro.

"Eu posso ser muito determinado, não confundo determinação com intransigência", acrescentou.

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