Passos eleito para terceiro mandato à frente do PSD

Pedro Passos Coelho foi sábado à noite reeleito presidente do PSD com 88 por cento dos votos dos militantes sociais-democratas, quando faltavam apurar 32 secções, anunciou o presidente do Conselho de Jurisdição Nacional.

Numa declaração aos jornalistas, na sede do PSD, Lisboa, cerca da meia-noite, Calvão da Silva anunciou que Pedro Passos Coelho "foi eleito com 15.524 votos, quando faltavam apurar 32 secções", o que representaria "cerca de 88 por cento dos votos".

Segundo Calvão da Silva, num universo de 46.430 eleitores, votaram 17.662 sociais-democratas.

O presidente do Conselho de Jurisdição Nacional do PSD disse ainda que se registaram 1492 votos em branco e 646 nulos.

Os sociais-democratas elegeram também 690 delegados ao XXXV Congresso, que está marcado para os dias 21, 22 e 23 de fevereiro, no Coliseu de Lisboa.

Pedro Passos Coelho foi eleito para um terceiro mandato de dois anos.

O líder social-democrata e primeiro-ministro formalizou a sua recandidatura à liderança do PSD a 17 de janeiro, data limite para o fazer, com a entrega de "mais de 6000 subscrições" de militantes e de uma moção de estratégia global intitulada "Portugal acima de tudo!".

Nas anteriores eleições diretas, que se realizaram a 3 de março de 2012, Passos Coelho concorreu também sem adversários, tendo obtido com 17.499 votos, correspondentes a 95,5% - resultados anunciados numa altura em que faltavam apurar votos em algumas secções, não tendo sido tornados públicos os resultados finais.

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Maria Antónia de Almeida Santos

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De um ponto de vista global e a nível histórico, poucos conceitos têm sido tão úteis e operativos como o do desenvolvimento sustentável. Trouxe-nos a noção do sistémico, no sentido em que cimentou a ideia de que as ações, individuais ou em grupo, têm reflexo no conjunto de todos. Semeou também a consciência do "sustentável" como algo capaz de suprir as necessidades do presente sem comprometer o futuro do planeta. Na sequência, surgiu também o pressuposto de que a diversidade cultural é tão importante como a biodiversidade e, hoje, a pobreza no mundo, a inclusão, a demografia e a migração entram na ordem do dia da discussão mundial.