Passos e Costa juntos na proposta e agora no recuo sobre subvenções

Primeiro-ministro e líder socialista sabiam da iniciativa. Pressão do aparelho do PSD foi decisiva para manter tudo na mesma - subvenções continuam suspensas para ex-políticos com rendimentos acima dos dois mil euros.

Afinal, António Couto dos Santos (PSD) e José Lello (PS)não foram os únicos responsáveis pela proposta de reposição das subvenções vitalícias de ex-políticos com rendimentos superiores a dois mil euros. Apesar de a proposta de alteração ao Orçamento do Estado para 2015 ter sido assinada pelos dois deputados, o DN sabe que a iniciativa (apresentada na sexta-feira passada e que previa, contudo, um corte de 15% sobre o valor da pensão) e o recuo, já ontem, tiveram cobertura de Pedro Passos Coelho e de António Costa.

Tudo terá começado do lado do PSD, com alguns parlamentares a receberem queixas de ex-deputados em dificuldades financeiras, uma vez que as restrições impostas pelo Orçamento deste ano incidem sobre o rendimento do agregado familiar. Aí, a preocupação chegou até Passos Coelho - fontes da maioria dizem que através de Luís Marques Guedes, ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares -, que demonstrou abertura para rever a norma. Porém, estipulou que para haver uma revisão da medida teria de contar com a luz verde do PS, ou seja, amarrar Costa - que ontem, à TSF, negava ter negociado o dossiê com o presidente do PSD.

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