Passos diz que Barroso foi "excelente" e "leal" presidente da Comissão

Primeiro-ministro emite nota pública, onde defende que Durão Barroso foi um dos responsáveis pela não desintegração da União Europeia. Considera que o português prestigiou o país.

O primeiro-ministro português considerou hoje, numa nota pública, que "Durão Barroso foi um excelente presidente da Comissão Europeia e um leal representante do nosso país no Colégio de Comissários, merecendo, por isso, o reconhecimento e o elogio de todos os portugueses".

Pedro Passos Coelho lembrou que os dez anos em que Durão Barros esteve à frente da Comissão Europeia foram de uma "complexidade inesperada", pois a União Europeia "enfrentou crises consecutivas". O chefe de governo destacou a "ação decisiva" que Barroso teve "na defesa firme da estabilização da zona Euro".

Sobre o apoio dado ao país, Passos Coelho confirma a versão que tem sido defendida por Durão Barroso. "Quero sublinhar o papel do dr.Durão Barroso no apoio às posições e na compreensão das sensibilidades nacionais em negociações particularmente importantes para o nosso país"

Passos Coelho destacou ainda a "coragem" de Durão, que considerou que "honrou e prestigiou Portugal na Europa e no mundo".

José Manuel Durão Barroso termina hoje o seu mandato como presidente da Comissão Europeia, cargo onde esteve dez anos. Era primeiro-ministro português quando foi indigitado para o cargo. Passos lembra o "consenso" nacional que foi, na altura, essa escolha.

Exclusivos

Premium

Leonídio Paulo Ferreira

Nuclear: quem tem, quem deixou de ter e quem quer

Guerrilha comunista na Grécia, bloqueio soviético de Berlim Ocidental ou Guerra da Coreia são alguns dos acontecimentos possíveis para datar o início da Guerra Fria, que alguns até fazem remontar à partilha da Europa em esferas de influência por Churchill e Estaline ainda o nazismo não tinha sido derrotado. Mas talvez 29 de agosto de 1949, faz agora 70 anos, seja a melhor opção, afinal nesse dia a União Soviética fez explodir a sua primeira bomba atómica e o monopólio da arma pelos Estados Unidos desapareceu. Sim, foi o teste em Semipalatinsk que estabeleceu o tal equilíbrio do terror, primeiro atómico e depois nuclear, que obrigou as duas superpotências a desistirem de uma Guerra Quente.