Passos confirma Portas como 'vice' do Governo

O líder do CDS vai coordenar as políticas económicas e ser o responsável pelas negociações com a troika e também pela reforma do Estado. Por anunciar ficaram as entradas e as saídas do Executivo.

O primeiro-ministro anunciou este sábado que já existe um "acordo sólido e abrangente para manter a coligação" e para "assegurar a estabilidade política indispensável" ao País. Na comunicação feita, Passos Coelho falou em nome do Governo e das direções do PSD e do CDS e confirmou o recuo de Paulo Portas na intenção de se demitir e que este será "promovido" a vice-primeiro-ministro, ficando com as pastas da coordenação económica, da condução das negociações com a troika e ainda como responsável máximo pela reforma do Estado.

Por outro lado, Passos Coelho também assegurou que Maria Luís Albuquerque será a sucessora de Vítor Gaspar, como ministra de Estado e das Finanças, ao contrário do que desejaria o presidente do CDS. O que o primeiro-ministro não revelou foram as mudanças que vão ocorrer no Governo, que, como tem sido veiculado, podem implicar a saída de Álvaro Santos Pereira da tutela da Economia.

"Este acordo foi ontem [sexta-feira] comunicado ao sr. Presidente da República, cuja avaliação respeitamos plenamente no quadro das suas competências constitucionais", disse em alusão à "prerrogativa de nomeação dos membros do Governo" do Chefe do Estado.

Numa declaração sem direito a perguntas, o líder do Governo enfatizou a necessidade de que Portugal "entre num novo ciclo económico", algo que o CDS e alguns setores do PSD têm acerrimamente defendido, mas vincou que quer fechar o programa de assistência financeira no "prazo previsto", ou seja, já no próximo ano.

Nota ainda para o facto de os partidos da maioria apresentarem um manifesto conjunto que vai articular um "projeto político para a Europa" e que irá culminar com a apresentação de uma "lista única" para disputar as eleições para o Parlamento Europeu.

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