Passos Coelho foi denunciado por "Vasco"

Ministério Público analisou contas da empresa, concluindo não existirem factos que sustentassem a suspeita. Leia todo o despacho de arquivamento

O Ministério Público decidiu arquivar o caso da denúncia contra Pedro Passos Coelho, considerando que os eventuais crimes em causa estavam prescritos. Porém, a contabilidade da empresa Tecnoforma foi analisada, mas nada de suspeito se retirou desta análise. O caso teve início numa denúncia anónima que chegou à Procuradoria-geral da República. O documento estava assinado por um "Vasco" e nele se afirmava que Passos Coelho recebeu mil contos (cinco mil euros/mês) enquanto foi presidente do Centro Português para a Cooperação, uma organização não governamental, financiada pela Tecnoforma, entre 1996 e 1999, ao mesmo tempo que foi deputado em regime de exclusividade.

Depois de analisar a contabilidade da empresa Tecnoforma, o procurador Rui Marques do Departamento Central de Investigação e Acção Penal concluiu que dos documentos "não se retira quaisquer elemento que permita suspeitar da ocorrência de quaisquer outros factos, com eventual relevância criminal, complementares àqueles que constam da denúncia".

O procurador considerou que podiam estar em causa os crimes de fraude fiscal e recebimento de vantagem indevida por titular de cargo político. Porém, ambos estão já prescritos.

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