País não pode ser "o aluno obediente", diz Martins

O presidente do grupo parlamentar do PS, Alberto Martins, defendeu na quinta-feira à noite, em Coimbra, que Portugal não pode ser "o bom aluno obediente, que aceita políticas de austeridade, que estão a causticar dramaticamente" o país.

"Nós não podemos ser o bom aluno obediente, que aceita políticas de austeridade que [nos] estão a causticar dramaticamente, inaceitavelmente" e a conduzir o país ao "empobrecimento", afirmou Alberto Martins, que falava à agência Lusa à margem de um plenário distrital de militantes do PS/Coimbra para analisar e debater o Orçamento do Estado para 2014.

"As políticas da Europa, ou de quem manda na Europa", que têm sido definidas "sobretudo pela Alemanha", são erradas, sustentou o dirigente socialista.

"A austeridade a qualquer preço", que "permite excedentes" a alguns países europeus e que "agrava os défices dos países do sul" da Europa, é "uma política que exige um novo rumo", no sentido do crescimento económico e do "favorecimento do emprego", sublinhou.

"Portugal e a Europa como um todo" têm de compreender -- "a oposição compreende, o Governo não compreende" -- que os seus problemas "não se resolvem só a nível nacional, mas também a nível europeu".

Sobre a redução da taxa de desemprego, de acordo com os indicadores divulgados esta hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), Alberto Martins defendeu que "os dados devem ser vistos e apurados com absoluto rigor", para se compreender o seu significado.

"Há uma sazonalidade em termos de turismo e há naturalmente uma redução muito grande dos desempregados que emigram. Há um desemprego que saiu do país", salientou.

Os dados relativos ao emprego e às exportações são, "de qualquer forma, elementos positivos", mas "estão a ser atrofiados pela política recessiva de austeridade que este Governo está a conduzir", sustentou Alberto Martins.

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