"Nunca tive uma reunião, um contacto, uma diligência ou conversa sobre vistos gold"

Luís Marques Mendes afirmou esta noite na SIC que julgava que a empresa de que é sócio com um dos detidos no caso das suspeitas de corrupção com os vistos gold estava "desativada"

O antigo líder do PSD começou o seu habitual espaço de comentário na SIC com um esclarecimento pessoal, uma vez que é sócio de Jaime Gomes e de Ana Figueiredo, dois dos 11 detidos no âmbito do caso de suspeitas de corrupção com os vistos gold.

Marques Mendes garantiu que enquanto sócio da JMF - Projects & Business - de que também é sócio o ministro da Administração Interna Miguel Macedo, nunca teve "uma reunião, um contacto, uma diligência ou uma conversa sobre vistos gold".

Aliás, o antigo presidente dos PSD afirmou que isso nunca aconteceu em nenhuma situação, "dentro ou fora da sociedade". "Não abri portas nenhumas. Em matéria de vistos gold ninguém me pediu nada e eu não pedi nada a ninguém", garantiu.

Lembrando o ditado que "quem não deve não teme", Luís Marques Mendes explicou que a sociedade "foi criada em 2009. "Não tem nada a ver com vistos gold, que é uma realidade que só foi criada em 2012", afirmou.

O comentador político explicou que entrou na empresa "depois de deixar a vida política ativa", mas que nunca foi gerente e nunca prestou atividade profissional na mesma. "Esta sociedade não tem atividade desde 2011", disse. "Não fui a nenhuma reunião, não fui convocado para nenhum encontro, não auferi um único euro desde 2011", realçou.

Questionado acerca da razão pela qual nunca se desvinculou da empresa, Marques Mendes explicou que "pensava que ela estava desativada, inativa". "A minha intervenção desde 2011 é nula", repetiu.

Finalmente, Marques Mendes comentou as detenções de duas pessoas que conhece "há muitos anos", Jaime Gomes e António Figueiredo, diretor do Instituto de Registos e Notariado (pai de Ana Figueiredo, também detida), admitindo que estas foram "uma grande surpresa". Caso, no final das investigações, se venha a apurar que tiveram responsabilidades, "será um enorme desgosto", rematou.

Sobre o ministro Miguel Macedo, cujo nome está mais "na berra", o comentador realçou a necessidade de "separar o plano pessoal e o político". A nível pessoal, lembrou, ele não é alvo de nenhuma investigação. A nível político, defendeu, "se ele em algum momento constatar que está diminuído nas suas condições de autoridade para o exercício das funções", "ele próprio terá a iniciativa de sair", concluiu.

Marques Mendes afirmou ter Macedo "na conta de uma pessoa muito séria" e que "não é agarrada ao poder".

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