Nova geração CDS já deixa os blazers em casa

São 150 "jotinhas" que chegaram hoje a Peniche, vindos de todo o país para ter 'lições' com os seus líderes. Esta tarde, o ministro da Solidariedade Social, Luís Pedro Mota Soares aproveita a 'aula' para fazer a sua rentreé política e anunciar novas medidas.

À primeira vista parecia uma fila de jovens turistas, jeans, t-shirts, mini-saias, conversa afiada, na receção de um hotel de praia. Mas, na verdade, eram mesmo os 'alunos' da Escola de Quadros do CDS, que começou esta tarde em Peniche.

O estigma do vestuário padrão, blazer e calças vincadas, que supostamente se esperaria dos 'jotinhas' populares já era. Podiam estar até na festa do Avante, porque ninguém ia notar a diferença. Só, está claro, na devoção que têm pelo CDS. Na lista de nomes procuramos nomes de famílias tradicionais de direita, mas os Oliveiras, os Martins, os Tavares, os Costa, dominam o inventário.

Pedro Correia, 27 anos, de polo azul e jeans, vem da Lousada onde está na concelhia e fala "na experiência da última campanha para as eleições europeias" onde acompanhou Nuno Melo e da "enorme expetativa que tem" com esta iniciativa.Dinis Querido e Marina Bandeira, ambos de 18 anos, fundadores da Juventude Popular em Peniche, não escondem o seu "enorme orgulho" por o partido se ter lembrado "deste fim do mundo, ainda por cima com uma câmara da CDU" para a Escola.

Tomás Matafome, 24 anos, veio de Abrantes e pensa que "é muito positivo que o partido tenha iniciativas como estas dirigidas aos seus jovens". Defende o CDS e "o excelente trabalho que tem feito no Governo" e acredita que "o país estaria bem pior se não fosse a dedicação dos ministros" centristas. Ousado, dá um conselho aos líderes: "coligações, só depois das eleições".