Navio Polivalente suspenso por falta de verbas

A construção do primeiro Navio Polivalente Logístico (NavPol) português, nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo por mais de 200 milhões de euros, está suspensa por falta de verbas e passou a ser considerado um processo de "longo prazo", apesar de o contrato estar assinado há sete anos.

Em causa está o navio tido pelos militares como o "mais necessário" por servir os três ramos das Forças Armadas e para o qual os ENVC até já receberam o projecto de construção, no valor de 15 milhões de euros no âmbito das contrapartidas dos submarinos, entregue a custo zero pelos alemães da HDW.

"Em 2012 a construção não arrancará de certeza porque não está prevista qualquer dotação financeira. Trata-se de um projecto de longo prazo que nesta altura não tem qualquer data para arrancar", explicou ontem fonte da Empordef, holding do Estado para as indústrias da Defesa, e que tutela os ENVC. Apesar de formalmente a empresa de Viana do Castelo já ter recebido o titulo de construção número 242 da empresa e do contrato base assinado a 16 Fevereiro de 2005, sucessivos atrasos de ordem financeira, por parte do Ministério da Defesa, adiaram a concretização do início da construção, assumida ainda com Paulo Portas na liderança da Tutela.

Este contrato-base antecedia a futura celebração do contrato de aquisição, também com os ENVC, logo que fosse concluído o projecto básico, o que aconteceu em 2009 e no Governo anterior, o ministro Augusto Santos Silva decidiu mesmo prorrogar até 31 de Dezembro de 2011 a vigência do contrato base que tinha sido assinado pela Defesa. Agora, segundo fonte da Empordef, a perspectiva passa pela prorrogação do contrato "sine die". A parte financeira é precisamente uma das maiores dificuldades, tendo em conta os 210 milhões de euros necessários para a construção, sendo certo que apesar de assinado o contrato com a empresa de Viana, este processo envolveria sempre a presença de um grupo internacional experiente, dada a sua complexidade.

Segundo o calendário inicial, a construção deste navio deveria arrancar em 2008 nos ENVC de forma a ser entregue em 2010, no âmbito da reestruturação da Marinha, mas para ser utilizado pelos três ramos das Forças Armadas.

"Aumentando significativamente a capacidade de Portugal para operar em qualquer parte do mundo", explicou fonte da Marinha. Com 162 metros e uma tripulação de 150 homens, o NAvPol terá capacidade para embarcar uma força de 650 fuzileiros. Será utilizado em operações de apoio à paz e de assistência a catástrofes humanitárias, permitindo o transporte de seis helicópteros Lynx e 22 viaturas ligeiras.

Segundo o projecto da HDW, o navio pode deslocar até 12.500 toneladas a uma velocidade máxima de 19 nós (cerca de 35 km por hora). Terá autonomia para 6.000 milhas, alimentação e água para 30 dias. Transportará ainda cinco lanchas de desembarque, 53 botes pneumáticos, um hangar com 510 metros quadrados, convés de voo com 1.300 metros quadrados, além de um hospital completo, com 400 metros quadrados.

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