"Não sei se Seguro é passado e Costa é futuro"

A psicóloga e ex-deputada pelo Bloco de Esquerda nega ter-se aproximado do Partido Socialista: "Só apareci num evento do PS porque António José Seguro convidou-me para discursar na convenção Novo Rumo." Quanto à situação do PS, considera normal: "Seguro faz parte desse conjunto de dezenas de líderes na oposição em Portugal e na Europa que foram desafiados quando chegou o momento de conquistar o poder." Daí que afirme: "Não tenho a certeza se Seguro vai ser passado e Costa futuro."

Para a autora do recente ensaio "O Cérebro da Política", onde analisa as emoções de eleitores e eleitos, a "probabilidade de António Costa conseguir conquistar o partido era mais elevada antes da batalha do Vimeiro", local onde ambos se defrontaram há dias, pois o que "se passou nesse dia foi uma mudança radical na marcha de Seguro, que passa de 'entrincheirado' a ter o poder da iniciativa política".

Joana Amaral Dias faz um estudo de como ocorre o processo político e o que faz os eleitores balançarem para a direita ou a esquerda. Quanto à situação nacional, acusa a esquerda de se ter deixado dominar por uma direita europeia: "Em 2008, com a derrocada dos mercados financeiros, seria a oportunidade de ouro para a esquerda mostrar os perigos do capitalismo selvagem. Todavia, a direita consegue inverter por completo a lógica ao dizer: a responsabilidade é dos cidadãos porque viveram acima das possibilidades."

A psicóloga faz também a leitura de Passos Coelho, Paulo Portas, Cavaco Silva e Francisco Louçã segundo alguns conceitos da psicologia política.

Leia a entrevista completa na edição em papel ou e-paper do DN.

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