"Não é bonito chamar mentirosos aos outros", diz PSD

Representantes sociais-democratas deixaram muitas críticas a atitude dos partidos da oposição, depois de reunião com o Governo. "Especialmente censurável" o PS por se "pôr de fora" da reforma do Estado.

No final da reunião mais curta desta segunda-feira de manhã, em que o vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, e o ministro dos Assuntos Parlamentares, Marques Guedes, receberam quase todos os partidos (falta o PEV, que ficou para terça-feira), a delegação do PSD saiu do encontro com o discurso muito crítico sobre a oposição. E o líder socialista, sem ser nomeado, foi diretamente visado.

Matos Correia (que era acompanhado dos deputados Matos Rosa, Pedro Pinto e António Rodrigues) começou por afirmar que o PSD esteve na reunião "com espírito de total abertura" e sublinhando ser "muito importante que a disponibilidade para o diálogo seja reiterada".

"A reforma do Estado tem de permanecer e perdurar para lá da troika", notou, por se tratar de "medidas e projetos que ultrapassam o prazo desta legislatura e mesmo da próxima". Por isso, o PSD, frisou o deputado, apresentará contributos para o debate sobre o guião da reforma do Estado.

Logo o deputado social-democrata disparou contra a oposição. "Infelizmente há quem se ponha de fora deste esforço", defendeu. E Matos Correia apontou o dedo ao PS, que tem uma atitude "especialmente censurável".

Mais à frente, quando interpelado sobre o corte definitivo das pensões, o dirigente 'laranja' sublinhou que, "em política deve haver contenção". "Não é bonito passar a vida a chamar mentirosos aos outros", acrescentou, referindo-se a António José Seguro, que acusou o primeiro-ministro Passos Coelho de ter mentido sobre as pensões.

Do lado do Governo, qualquer eventual declaração foi remetida para terça-feira, para depois da reunião com a delegação de "Os Verdes".