MP prepara acusação dos vistos gold para novembro

Silêncio na coligação sobre a investigação a Miguel Macedo. PS garante que "não usará casos pessoais na campanha"

"Não foi uma completa surpresa, mas não deixou de o ser. Ainda estamos a assimilar", desabafou ao DN uma destacada figura do PSD, que não quis comentar oficialmente a confirmação, noticiada ontem pelo DN, de que o ex-ministro da Administração Interna seria constituído arguido na investigação aos vistos gold. Na coligação não houve respostas ao pedido de reação do DN, um sinal do incómodo causado pela situação.

No PS, Ascenso Simões, que será o diretor de campanha de António Costa, assumiu um comentário: "O PS não usará casos pessoais na campanha. Queremos elevar o nível e valorizar a democracia, que tem tão má imagem", salientou.

Miguel Macedo está em sua casa em Braga e, contactado pelo DN, também se remeteu ao silêncio. Fontes locais sociais-democratas testemunharam "várias visitas de solidariedade" durante o dia. A coligação terá de procurar um novo cabeça de lista para o distrito e, ao que apurou o DN, o favorito é Fernando Negrão. Contactado pelo DN, também não quis comentar.

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