Moedas diz que a sua pasta é "chave para crescimento"

Jean-Claude Juncker anunciou o nome de Carlos Moedas para a pasta da Investigação, Ciência e Inovação, numa conferência hoje em Bruxelas.

Num documento escrito enviado ao Diário de Notícias, Carlos Moedas considera que "a Inovação e a Investigação são a chave para o crescimento que queremos na Europa: um crescimento sustentável que promova a qualidade de vida dos Europeus. São a chave para aumentarmos a produtividade e dinamismo das nossas empresas, para competirmos pela excelência e não pelos baixos custos".

Na declaração escrita, Moedas destaca a pasta que lhe é atribuída como aquela a que é atribuído "o maior programa orçamental gerido pela Comissão Europeia (8% do total)":

"Para os próximos anos a Comissão Europeia dispõe do maior programa público de apoio à investigação e à inovação do mundo, o Horizonte 2020. Será um instrumento chave criar um novo ciclo de recuperação económica e criação de emprego na Europa", refere.

"São cerca de 80 mil milhões de euros, representando aproximadamente 8% do Orçamento comunitário, sendo o maior programa orçamental gerido pela Comissão. A título ilustrativo, trata-se de um valor da mesma ordem de grandeza do empréstimo da Troika a Portugal durante o Programa de Ajustamento (78 mil milhões de euros)", destaca Moedas, no documento em reacção ao anuncio da pasta de da Investigação, Ciência e Inovação.

O futuro comissário entende que "a capacidade de gestão, negociação e coordenação transversal são características cruciais para a liderança desta pasta".

"Trata-se de uma área que requer elevada capacidade de gestão, negociação e coordenação transversal. Portugal indicou uma pessoa com experiência relevante no mundo empresarial e na gestão financeira, com responsabilidades recentes em complexos dossiers de coordenação política e de monitorização do programa de ajustamento e agenda de reformas estruturais", diz Moedas.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.

Premium

João Taborda da Gama

Le pénis

Não gosto de fascistas e tenho pouco a dizer sobre pilas, mas abomino qualquer forma de censura de uns ou de outras. Proibir a vista dos pénis de Mapplethorpe é tão condenável como proibir a vinda de Le Pen à Web Summit. A minha geração não viveu qualquer censura, nem a de direita nem a que se lhe seguiu de esquerda. Fomos apenas confrontados com alguns relâmpagos de censura, mais caricatos do que reais, a última ceia do Herman, o Evangelho de Saramago. E as discussões mais recentes - o cancelamento de uma conferência de Jaime Nogueira Pinto na Nova, a conferência com negacionista das alterações climáticas na Universidade do Porto - demonstram o óbvio: por um lado, o ato de proibir o debate seja de quem for é a negação da liberdade sem mas ou ses, mas também a demonstração de que não há entre nós um instinto coletivo de defesa da liberdade de expressão independentemente de concordarmos com o seu conteúdo, e de este ser mais ou menos extremo.

Premium

Bernardo Pires de Lima

Em contagem decrescente

O brexit parece bloqueado após a reunião de Salzburgo. Líderes do processo endureceram posições e revelarem um tom mais próximo da rutura do que de um espírito negocial construtivo. A uma semana da convenção anual do partido conservador, será ​​​​​​​que esta dramatização serve os objetivos de Theresa May? E que fará a primeira-ministra até ao decisivo Conselho Europeu de novembro, caso ultrapasse esta guerrilha dentro do seu partido?