Ministra cede a polícias pressionada por Passos Coelho e Paulo Portas

Começa hoje a segunda ronda de reuniões com os sindicatos da PSP para discutir o estatuto. Anabela Rodrigues recebeu ordens superiores e aval das finanças para evitar, a todo o custo, conflitos.

Lixo. Foi este o destino exigido e conseguido pelos sindicatos da PSP para o polémico projeto de estatuto que lhe foi apresentado, em março, pela ministra da Administração Interna. Anabela Rodrigues foi obrigada a recuar em toda a linha nas propostas que tinham deixado "em choque" os polícias e a recuperar grande parte do projeto, que chegou a desprezar, do seu antecessor Miguel Macedo.

Os polícias partem hoje para mesa de negociações muito mais fortes que antes - conseguiram unir, pela primeira vez, as 12 estruturas sindicais da PSP - e com uma ministra fragilizada, mais vulnerável e contestada pela própria coligação PSD/CDS. Ao que o DN apurou, Anabela Rodrigues foi mesmo afastada da gestão política do processo, o qual, foi conduzido diretamente pelo gabinete de Pedro Passos Coelho, em coordenação com Paulo Portas. Os vários alertas que chegaram sobre um inevitável cenário de manifestações em plena campanha eleitoral, criaram uma inquietação em todo o Governo e foi o pretexto mais forte para a desautorização da ministra.

Maria Luís Albuquerque também foi envolvida e deu aval para "alguns acertos" remuneratórios, disse ao DN fonte governamental.

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