Militares de Abril não tomaram "a iniciativa" de querer falar na AR

O coronel Vasco Lourenço sublinhou esta quarta-feira que não foram os capitães de Abril a tomar "a iniciativa" de querer falar no Parlamento, durante as comemorações dos 40 anos do 25 de Abril.

"Que fique claro que não fomos nós que tomámos a iniciativa [de querer] falar no Parlamento, referiu o presidente da Associação 25 de Abril (A25A), no final da visita da presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves.

Vasco Lourenço, confessando "não ter uma expetativa positiva" quanto à aceitação pelos grupos parlamentares de que discurse no plenário (em nome da A25A), referiu que irá intervir na manhã do dia 25 de Abril e fora das escadarias da Assembleia da República - embora adiantasse que muitos cidadãos têm instado os militares a fazê-lo e isso pudesse funcionar como "um clique".

O coronel lembrou que a A25A recusou participar nas comemorações do 25 de Abril nos últimos dois anos em protesto contra as políticas do Governo PSD/CDS e, perante o convite de Assunção Esteves para estar presente em 2014, respondeu que haveria uma forma de os militares de Abril alterarem a sua posição: "Se fossemos convidados" a falar no plenário.

"Não é inédito" e "deixámos claro o nosso respeito pela Assembleia da República, que é a Casa da Democracia", frisou o militar de Abril, adiantando que as relações institucionais entre a A25A e o Parlamento não estiveram afetadas e portanto "não é preciso tréguas".

"Se formos convidados a usar da palavra, iremos responder afirmativamente", garantiu Vasco Lourenço.

Vasco Lourenço deslocou-se a seguir para o Parlamento, para participar na inauguração da exposição alusiva ao 25 de Abril e ao nascimento da democracia portuguesa que foi organizada pelo historiador Pacheco Pereira.

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