"Militares cumpriram o seu dever no 25 de Abril"

O general Loureiro dos Santos recusou comparar os tempos que levaram à Revolução de 1974 e os que se vivem atualmente. "Os cidadãos que cumpram o seu dever", defendeu.

No painel de abertura do segundo dia da Conferência "A Ditadura Portuguesa, porque durou, porque acabou", que decorre em Lisboa, o general Loureiro dos Santos afastou a comparação com os últimos tempos do Estado Novo e os dias de hoje, que levaram à intervenção dos militares em 1974.

O antigo chefe do Estado-Maior do Exército notou que "as condições que tinham os jovens que fizeram o 25 de Abril são completamente diferentes das condições que vivem os atuais jovens". "Agora, todos nós podemos votar", sintetizou, "mudar os governantes". Em 1974, quando os militares se revoltaram, não era assim. Para logo depois deixar o alerta de que não se pode voltar "à I República em que havia golpes todos os 15 dias".

Sobre a crise atual, Loureiro dos Santos preferiu responsabilizar todos. "A culpa do que se passa no país é culpa de todos", afirmou, para deixar um derradeiro apelo. "Os cidadãos que cumpram o seu dever, os militares cumpriram o seu dever no 25 de Abril."

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