Marques Mendes pede maioria e diz que Passos "vai ficar na história"

Antigo presidente do PSD avisa que PS é "aventura" e até cita Teixeira dos Santos para atacar a proposta do PS para a Segurança Social. Alerta para um perigo de um governo "cozinhado nas costas" dda vontade popular

O antigo líder do PSD, Luís Marques Mendes apelou esta noite, num jantar-comício em Coimbra, a uma maioria absoluta da coligação, alertando que sem ela "haverá o risco de um governo eleito pelo povo ser travado no Parlamento e de ver o seu orçamento chumbado e de ver um outro governo ser cozinhado nas costas". Em rasgados elogios a Passos Coelho, Mendes disse que o líder do PSD "ganhou um lugar na história" por "devolver a troika à precedência".

Num apelo aos indecisos, em particular os "quase 50% que em 2011 votaram na coligação", Marques Mendes disse que "ficar a casa é beneficiar o infrator e o infrator não é Passos Coelho, é o partido que trouxe a troika". Falando ao eleitorado-tipo da coligação próprio ex-líder lembrou que "nem sempre" concordou com "as decisões do governo", mas agora disse presente. E pede aos restantes sociais-democratas que façam o mesmo.

Para convencer os portugueses a votar na coligação, Marques Mendes deu razões de passado (o PS "pôs o país na bancarrota"), uma razão de presente ("a economia está a crescer", o "desemprego em tendência de descida"

Mendes diz que "não é tempo de aventuras" e até citou o ex-ministro socialista Fernando Teixeira dos Santos para dizer que as propostas do PS para a Segurança Social são um "arriscadas". E enumerou: "Já tivemos a aventura das Scut, das PPP, das Swaps, e agora ainda da redução da TSU".

Para vincar a dIcotomia Coligação/PS, Marques Mendes diz que a direita é a "prudência", a "estabilidade" e o "certo", enquanto o PS é o "risco", a "instabilidade" e o "incerto".

A maioria entrou, definitivamente, no léxico da coligação. Já na segunda-feira em Pombal, a coligação assumia a maioria com um tarja gigante que dizia: "A maioria começa hoje em Pombal". Foram até distribuídas pulseiras, similares às de entrada nas discotecas, com a mesma frase.

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