Marcelo foi à "festa ecuménica" do Avante! para poder comentar o PCP

Comentador e putativo candidato da direita a Belém recusou a ideia de que a visita ao festival comunista no Seixal é uma espécie de ação de pré-campanha presidencial.

O comentador e ex-presidente do PSD Marcelo Rebelo de Sousa justificou hoje a ida à 39.ª Festa do "Avante!", no Seixal, como forma de poder analisar a vitalidade dos comunistas, recusando tratar-se de mais uma ação de pré-campanha presidencial.

De boina, o jurista chegou pelo acesso fluvial ao recinto da Quinta da Atalaia e foi merecendo cumprimentos respeitosos e também "bocas" mais agressivas, mas mostrou-se à vontade entre a maioria de militantes do PCP até porque "é para aí a nona ou décima vez".

"Não posso comentar o PCP sem ver a Festa do 'Avante!'. Só vendo se pode perceber a realidade, única na Europa, de um partido que mobiliza jovens, com este papel de militantismo e de mobilização constante, que não perde eleitorado, aguenta... a dúvida é até onde vai subir. Não tem comparação nem com Podemos, nem com Syriza, nem nenhuma outra força política europeia", elogiou.

O antigo deputado e considerado presidenciável na corrida a Belém de janeiro próximo partilhou uma "primeira impressão de que é muita gente nova", algo de "muito importante, num partido histórico como o PCP", revelando que "não é um partido que parou no tempo e que tem futuro".

"Não merece especial comentário. Sempre defendi que legislativas é legislativas, o resto é depois", limitou-se a dizer quando instado a comentar o anúncio do também social-democrata Rui Rio, no sentido de que só vai falar sobre presidenciais em outubro.

Marcelo frisou ter-se deslocado ao Seixal "como comentador e amante de música", realçando que "uma das características da festa é que é muito ecuménica" e que "se fosse só a festas de gente" do seu partido, "a vida era uma monotonia".

Antes, o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, tinha afirmado que "todos são bem-vindos à festa", numa alusão a esta visita.

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