Maioria protege Gaspar e encosta Constâncio à parede

PSD e CDS querem saber o que fez o ex-governador do Banco de Portugal para evitar o colapso do BES e do GES. Ex-ministro das Finanças é alvo de menos perguntas.

"Foi governador do Banco de Portugal desde fevereiro de 2000 a maio de 2010. (...) Alguma vez o BES mereceu a sua especial atenção?" Esta é uma das perguntas que PSD e CDS tencionam ver esclarecidas por Vítor Constâncio acerca do colapso do banco e do Grupo Espírito Santo (GES).

No documento a que o DN teve acesso, com as questões dirigidas a várias personalidades que vão fazer valer a prerrogativa de responder por escrito, sociais-democratas e centristas pedem ainda ao atual vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE) que diga se alguma vez reuniu com membros do Conselho Superior do GES e que assuntos terão sido abordados.

O DN teve igualmente acesso à bateria de perguntas do PCP, que aponta a Gaspar: o que sabia da degradação do BES, como avaliou o facto de o banco não ter recorrido a verbas da troika para se recapitalizar e até se transmitiu a Passos Coelho e a Maria Luís Albuquerque as suas preocupações aquando da sua demissão do governo.

Já o BE coloca o acento tónico nas suspeitas de financiamentos a entidades offshore por parte do BES - alerta que terá sido feito pela auditora PricewaterhouseCoopers ao BdP em 2001 -, cujas garantias seriam ações do próprio BES, pelo que desafia Constâncio a explicar que medidas tomou para solucionar o problema.

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