Maioria acha números "positivos" e "consistentes"

Marco António Costa (PSD), considera queda do desemprego para os 13,9% "números extraordinariamente positivos". Já Nuno Magalhães (CDS), considera que os números se mantém altos mas que são um sinal de "esperança" e "motivação".

Marco António Costa falou numa conferência de imprensa na sede do PSD, enquanto Nuno Magalhães prestou declarações à Lusa. Ambos os políticos mostraram-se contentes com os números que demonstram a queda da taxa de desemprego em Portugal, criticando o PS e desafiando-o a responder.

"Confirma-se que a queda do desemprego é resultado do crescimento do emprego, ou seja, de uma economia que gera postos de trabalho e que cresce sustentadamente", afirmou o porta-voz social-democrata, numa conferência de imprensa na sede do partido, em Lisboa. "Há 30 meses que o desemprego não era tão baixo", frisou.

Por seu lado, Nuno Magalhães (CDS), considera a queda "coerente" e "consistente" dos números do desemprego, reconhecendo que os mesmos permanecem altos mas os dados do INE dão "esperança" e "motivação" para continuar a trabalhar para a sua redução, sublinhando o papel do crescimento líquido do emprego.

Segundo dados revelados esta manhã pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a taxa de desemprego caiu para os 13,9% no segundo trimestre deste ano, uma queda homóloga de 2,5 pontos percentuais e um recuo de 1,2 pontos face ao trimestre anterior.

Ainda de acordo com as estatísticas do emprego relativas ao segundo trimestre de 2014, neste período, a população desempregada foi de 728,9 mil pessoas, o que representa uma diminuição homóloga de 15,9% e uma queda em cadeia de 7,5%, ou seja, menos 137,9 mil pessoas e menos 59,2 mil pessoas, respetivamente.

"O número de pessoas empregada ascendeu aos 4 milhões e 514 mil pessoas, num ano promoveu-se a criação líquida de 90 mil postos de trabalho, cerca de 250 postos de trabalho por dia", acrescentou Marco António Costa, registando igualmente o aumento da população empregada a tempo completo e a diminuição dos contratos a termo e que se registou também a diminuição de 12 mil jovens desempregados.

Marco António Costa deixou um desafio à oposição, em particular ao PS, para "apreciarem de forma positiva os números agora revelados"."Era da máxima importância que o PS interrompesse a sua disputa interna e encontrasse tempo e oportunidade de se pronunciar sobre estes sinais positivos", disse.

Nuno Magalhães também criticou o PS, dizendo que há "ao contrário do que certa oposição quer fazer crer, criação líquida de emprego".

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