Maioria absoluta é condição para haver estabilidade, diz Costa

António Costa fez esta tarde um forte apelo à maioria absoluta para o PS dizendo que sem essa maioria a estabilidade estará em perigo.

Falando num comício de casa meio-cheia na Praça do Sertório, em Évora, o líder socialista afirmou: "Não é altura de o país acrescentar à crise económica mais instabilidade e mais crise económica". "Só há uma forma de mudarmos, é dar ao PS maioria absoluta", reforçou.

Para Costa, "não é momento para se andar a discutir se quem governa é quem tem mais votos ou quem tem mais mandatos". O que é preciso, disse, "resolver a coisa de forma clara e inequívoca: dar ao PS mais votos e mais deputados".

Esta manhã, em Sintra, já tinha dito algo parecido, em Queluz: "Para que haja estabilidade é preciso que não ganhemos por poucochinho, porque como já disse uma vez quem ganha por poucochinho, só pode fazer poucochinho. Precisamos de uma vitória clara, inequívoca que nos dê maioria para que não fiquemos dependentes da direita."

Num discurso fortemente dirigido aos eleitores potencialmente abstencionistas, o secretário-geral do PS foi mesmo ao ponto de afirmar que "isto é como há 40 anos [eleições da Assembleia Constituinte], quando os portugueses puderam votar pela primeira vez". "Cada voto é essencial para determinar o futuro do país."

Costa até pediu que "todos sejam no dia das eleições a senhora de cor de rosa" - uma senhora que discutiu com Passos Coelho em Braga e que tornou numa estrela nacional ao ser convidada para o programa dos Gato Fedorento na TVI

Para o líder socialista quem deve ser na verdade considerado um fator de instabilidade é a coligação PSD/CDS. "De repente a coligação de direita surgiu com uma preocupação, a da estabilidade. É estranho porque durante quatro anos não se preocuparam com a estabilidade dos que perderam emprego, das famílias, dos funcionários públicos, dos pensionistas. Não os vi preocupados com o facto de uma cada três crianças viver abaixo do limiar de pobreza", afirmou. "Quero ser muito claro, estamos muito preocupados com a estabilidade", concluiu.

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