Machete diz que só expôs "o que era conhecido pelos jornais"

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, disse hoje na Assembleia da República que não usou "qualquer informação secreta ou privilegiada" sobre os portugueses ao serviço do Estado Islâmico

Rui Machete foi ouvido na Comissão de Negócios Estrangeiros, na Assembleia da República, sobre as declarações proferidas sobre o Estado Islâmico(EI), em que disse que "dois ou três portugueses, especialmente raparigas" queriam sair do EI e regressar a Portugal. O governante explicou que as informações que prestou trataram-se, simplesmente, de "expor aquilo que era conhecido pelos jornais", garantindo que não quis expor à fúria do EI os cidadãos portugueses que "apesar de auxiliares de operações terroristas, têm os seus direitos".

O deputado do PS Marcos Perestrello criticou a atitude do ministro, dizendo que "o chefe da diplomacia portuguesa não pode dizer o que vem nos jornais" e lembrando que "mesmo o que vem nos jornais, dito pelo chefe da diplomacia" tem outra importância e gravidade.

O ministro dos Negócios Estrangeiros considerou "muito importante" o "problema dos retornados", uma vez que é difícil percecionar se esta é uma "vontade genuína" de abandonar o terrorismo ou, se por outro lado, pode significar um risco para o País. Além disso, Machete disse estar preocupado com o recrutamento de jovens, que iludidos por um "espírito de aventura" ficam sujeitos ao apelo terrorista.

Rui Machete deixou a maioria das perguntas do PS sobre as declarações que proferiu sobre o EI sem resposta e reafirmou que "nenhuma das informações prestadas pôs em risco o Estado português".

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