Lista VIP: Existem "informações" sobre culpa de Núncio mas sem "nada de concreto"

Sindicalistas dividiram-se no Parlamento: um garante a existência da lista, outro nem por isso. Caso motivou mais uma demissão. Paulo Núncio é ouvido hoje pelos deputados.

Primeiro, Paulo Ralha, presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos, garantiu, sem sombra de dúvida, que sim, que existe uma "lista VIP" de contribuintes a cujos processos o acesso por funcionários da Autoridade Tributária (AT) pode implicar penalizações. Depois, veio Nuno Cardoso, presidente da Associação Sindical dos Inspetores Tributários, dizer que não "tem provas factuais" da "introdução dessa metodologia". Acrescentando mesmo: "Não quero sequer pensar que alguém implementou essa aplicação, seria claramente um crime" e uma ideia "imbecil e perigosa".

Os dois estiveram ontem no Parlamento, respondendo aos deputados na comissão de Economia e Finanças. A maioria PSD/CDS - que insistiu na mensagem de que a existência de uma lista VIP seria algo "inadmissível" - saiu sorridente das audições, sobretudo da primeira, com Paulo Ralha. É que o dirigente sindical, embora garantindo ter "informações" e "testemunhas" (que não quis identificar), de que foi o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais Paulo Núncio a dar ordens para que essa lista se fizesse, também assumiu não ter nada de "concreto, palpável ou factual" que lhe permitisse sustentar a acusação.

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