"Lamento que não se cortem cabeças em democracia"

O general Garcia dos Santos lamentou esta quarta-feira que em democracia "não se cortem cabeças" e fez duras críticas ao Presidente da República, Cavaco Silva, que acusou de ser "um cobarde e uma nulidade completa".

"Sou democrata, mas isso não significa que em democracia não se cortem cabeças" ou que "não exista disciplina", declarou o capitão de Abril, um dos oficiais que estavam no posto de comando do Movimento das Forças Armadas no Regimento de Engenharia da Pontinha (Lisboa).Garcia dos Santos, que intervinha num almoço organizado na Associação 25 de Abril e em que os convidados eram esses oficiais, acusou depois Cavaco Silva de ser "um cobarde e uma nulidade completa".Lembrando o percurso académico, profissional e político de Cavaco Silva, Garcia dos Santos argumentou que o Presidente "sabia perfeitamente como devia pôr cobro à situação que o País atravessa": há cinco anos "devia ter dado dois murros na mesa" e chamado os partidos para se entenderem a fim de resolver os problemas do País.

Ler mais

Exclusivos

Premium

adoção

Técnicos e juízes receiam ataques pelas suas decisões

É procurador no Tribunal de Cascais há 25 anos. Escolheu sempre a área de família e menores. Hoje ainda se choca com o facto de ser uma das áreas da sociedade em que não se investe muito, quer em meios quer em estratégia. Por isso, defende que ainda há situações em que o Estado deveria intervir, outras que deveriam mudar. Tudo pelo superior interesse da criança.