Juntos Podemos: um novo partido, em dezembro logo se vê

"Devolver a voz aos cidadãos" é o propósito da Assembleia Cidadã, que se reúne em Lisboa a 13 e 14 de dezembro. Iniciativa apresentada na porta do Conselho de Prevenção da Corrupção, que é uma entrada de garagem.

A entrada da garagem do Tribunal de Contas, em Lisboa, é o endereço do Conselho de Prevenção da Corrupção. "Uma porta do cavalo" que deu o mote aos promotores do Juntos Podemos para ilustrar o estado a que isto chegou, na leitura deste movimento que se prepara para organizar uma Audiência Cidadã.

"Quando assistimos a esta sucessão de acontecimentos nefastos e tóxicos para a democracia - como o BPN, o BPP, o BES, os swaps, as parcerias público-privadas, a Tecnoforma, os vistos gold e agora o facto de termos um ex-primeiro-ministro detido -, é necessário devolver efetivamente a voz aos cidadãos", apontou esta quinta-feira Joana Amaral Dias, uma das três porta-vozes do movimento.

A antiga deputada do Bloco de Esquerda notou que "a Assembleia Cidadã que se vai reuniur a 13 e 14 de dezembro" terá de representar uma "possibilidade de as pessoas dizerem de sua justiça". E aí podem dizer se querem fazê-lo através de um partido político.

"Se as pessoas decidirem que isso é uma forma concreta para a ação, isso poderá ser assim", completou Rita Merêncio, outra das porta-vozes, acompanhada de Paula Gil (que esteve na génese da manifestação do 12 de março de 2011).

O desencanto explica a vontade de avançar com este movimento. "Não nos sentimos representadas" pelas atuais forças político-partidárias, disse Joana Amaral Dias. "Penso que não somos os únicos, existem vários setores da sociedade civil", que também não se sentem.

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