Juntos Podemos recusa ser franchising do Podemos

Em dezembro pode nascer novo partido inspirado no movimento espanhol. Mas "não será uma solução mais à esquerda".

A estrada em que segue a esquerda portuguesa é tão curta que mais cedo ou mais tarde as pessoas vão ter de se encontrar. Por agora, acotovelam-se a olhar para Espanha e para o sucesso do Podemos, um partido que chegou às eleições europeias e arrebatou 1,2 milhões de votos, traduzidos em 7,98% e cinco deputados no Parlamento Europeu. Agora, as duas mais recentes sondagens em Espanha colocam este movimento liderado por Pablo Iglésias em primeiro na intenção de voto dos espanhóis. É de invejar.

Esta quinta-feira, em Lisboa, Joana Amaral Dias, Paula Gil e Rita Merêncio apresentam uma Assembleia Cidadã do Junto Podemos, para 13 e 14 de dezembro, um movimento político que se quer inspirar no Podemos espanhol. "Não somos um franchising do Podemos", nota fonte do movimento ao DN. "Nem o Bloco de Esquerda é o Podemos português", aponta a mesma fonte. A cotovelada é óbvia: Pablo Iglésias esteve no último fim de semana no Congresso dos bloquistas.

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