Juncker o 'amigo' que diz que Portugal foi 'impressionante'

O candidato do PPE à presidência da comissão elogiou "excelente trabalho" do Governo e do País na aplicação e na saída do programa de resgate

O candidato do Partido Popular Europeu à Comissão Europeia, Jean-Claude Junker, participou hoje em ações de campanha da coligação PSD/CDS às Europeias, defendendo que Portugal "desde o programa de resgate, fez um excelente trabalho, conseguiu uma saída limpa, e isso é muito impressionante".

O antigo presidente do Eurogrupo disse ainda - durante uma visita a uma fábrica de massas e cereais - que "na Europa admiram Portugal e os portugueses porque sabem que este plano de resgate teve como consequência duros sacrifícios pagos pela população, em geral, e pelos mais fracos."

O ex-primeiro-ministro luxemburguês, que este noite participa num jantar com apoiantes na Trofa, considerou que "Portugal está no bom caminho", lembrando que "voltou a conseguir acesso aos mercados financeiros." Porém, pediu paciência, pois estes sinais "não ajudam os desempregados logo no primeiro segundo, mas acredito que a situação vai melhorar."

O cabeça de lista da coligação, Paulo Rangel, tem vindo a defender que Juncker é "amigo de Portugal" e um "profundo conhecedor da realidade do País". Hoje, foi a vez do luxemburguês retribuir o apoio dos dois partidos que fazem parte da sua família europeia: o PPE.

Jean-Claude Junker teve mesmo uma participação mais ativa ao subscrever - ao lado dos dois rostos da coligação PSD/CDS às Europeias, Paulo Rangel e Nuno Melo - o manifesto "Nunca Mais", que apela a que não se repitam "três anos de exceção e restrições". O documento conta com mais de 500 assinaturas, tem como primeiro subscritor o ex-secretário de Estado do Tesouro, António Nogueira Leite, e pretende "evitar que as práticas que nos trouxeram ao tratamento de choque que tivemos durante três anos, não se repitam no futuro para que nunca mais nós tenhamos esta desgraça sobre os mais desfavorecidos".

Exclusivos

Premium

história

A América foi fundada também por angolanos

Faz hoje, 25 de agosto, exatos 400 anos que desembarcaram na América os primeiros negros. Eram angolanos os primeiros 20 africanos a chegar à América - a Jamestown, colónia inglesa acabada se ser fundada no que viria a ser o estado da Virgínia. O jornal The New York Times tem vindo a publicar uma série de peças jornalísticas, inseridas no Project 1619, dedicadas ao legado da escravatura nos Estados Unidos. Os 20 angolanos de Jamestown vinham num navio negreiro espanhol, a caminho das minas de prata do México; o barco foi apresado por piratas ingleses e levados para a nova Jamestown. O destino dos angolanos acabou por ser igual ao de muitos colonos ingleses: primeiro obrigados a trabalhar como contratados e, ao fim de alguns anos, livres e, por vezes, donos de plantações. Passados sete anos, em 1626, chegaram os primeiros 11 negros a Nova Iorque (então, Nova Amesterdão) - também eram angolanos. O Jornal de Angola publicou ontem um longo dossiê sobre estes acontecimentos que, a partir de uma das maiores tragédias da História moderna, a escravatura, acabaram por juntar o destino de dois países, Angola e Estados Unidos, de dois continentes distantes.