Jorge Sampaio e Joana Amaral Dias no "Novo Rumo"

Ex-Presidente da República e bloquista que foi mandatária da candidatura de Mário Soares intervêm este sábado à tarde na convenção socialista, que já arrancou em Lisboa.

São dois novos nomes a juntar à longa lista de oradores e depoimentos na Convenção Novo Rumo do PS, que já se iniciou este sábado à tarde no Centro de Congressos de Lisboa, soube o DN.

O antigo Presidente da República Jorge Sampaio e a bloquista que foi mandatária da candidatura presidencial de Mário Soares, em 2006, Joana Amaral Dias, vão subir ao palco da Convenção Novo Rumo do PS.

Joana Amaral Dias intervirá num dos painéis da tarde, dedicado ao tema "Novo Contrato Social", enquanto que Sampaio falará já ao final da tarde, antes dos últimos discursos da convenção, que serão da responsabilidade de Francisco Assis, cabeça de lista às europeias, e António José Seguro, o secretário-geral socialista que encerrará cerca das 20.00 o encontro.

Com a sala a metade, no início do encontro pelas 15.25, nesta convenção será apresentado o "Contrato de Confiança" com os portugueses, que os socialistas querem transformar na base de um programa de um futuro governo do PS.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ricardo Paes Mamede

Legalização da canábis, um debate sóbrio 

O debate público em Portugal sobre a legalização da canábis é frequentemente tratado com displicência. Uns arrumam rapidamente o assunto como irrelevante; outros acusam os proponentes de usarem o tema como mera bandeira política. Tais atitudes fazem pouco sentido, por dois motivos. Primeiro, a discussão sobre o enquadramento legal da canábis está hoje em curso em vários pontos do mundo, não faltando bons motivos para tal. Segundo, Portugal tem bons motivos e está em boas condições para fazer esse caminho. Resta saber se há vontade.

Premium

nuno camarneiro

É Natal, é Natal

A criança puxa a mãe pela manga na direcção do corredor dos brinquedos. - Olha, mamã! Anda por aqui, anda! A mãe resiste. - Primeiro vamos ao pão, depois logo se vê... - Mas, oh, mamã! A senhora veste roupas cansadas e sapatos com gelhas e calos, as mãos são de empregada de limpeza ou operária, o rosto é um retrato de tristeza. Olho para o cesto das compras e vejo latas de atum, um quilo de arroz e dois pacotes de leite, tudo de marca branca. A menina deixa-se levar contrariada, os olhos fixados nas cores e nos brilhos que se afastam. - Depois vamos, não vamos, mamã? - Depois logo se vê, filhinha, depois logo se vê...