Jerónimo: "PSD, PS e CDS entregaram o país ao estrangeiro e ao seu programa de saque e terrorismo social"

No comício que encerrou as intervenções políticas da Festa do Avante!, o secretário-geral do PCP não poupou os socialistas.

"A grave situação de declínio, retrocesso, dependência e empobrecimento de Portugal, não pode ser desligada de anos e anos de ruinosa política de direita e submissão nacional, protagonizada por governos do PSD, PS e CDS", afirmou hoje, domingo, Jerónimo de Sousa, perante uma multidão que enchia todo recinto do palco principal onde logo à noite vão atuar os Xutos e Pontapés.

Calças de fazenda cinzentas, camisa branca, sorriso na cara, Jerónimo ia distribuindo abraços enquanto tentava chegar a palco.

No seu discurso, apresentou vários argumentos contra "o jogo viciado da alternância sem alternativa e a prosseguir o mesmo rumo de afundamento do país". Os responsáveis, frisou, são PSD, PS e CDS que "entregaram o país à mãos do estrangeiro e ao seu programa de saque e terrorismo social". Jerónimo crê que os portugueses não vão acreditar de novo nas suas palavras e propaganda, pois "digam o que disserem, não esquecem o pesadelo que foi a sua governação".

Para o secretário-geral dos comunistas "as verdadeiras opções no próximo dia 4 de outubro não são escolher entre Passos e Costa, mas escolher entre "a continuação da mesma política e a rutura". E ataca os socialistas: "Não venha agora o PS pôr-se em bicos de pés a agitar o papão do PSD e do CDS. Onde esteve o PS durante estes quatro anos? A assistir comodamente à destruição do país, a colaborar com o governo e os partidos que o suportam, em muitas das suas decisões".

Os comunistas apelam ao voto "contra as maiorias absolutas e contra as manobras e pressões do Presidente da República, para ver garantida, seja pela mão do PSD/CDS seja pela mão do PS a política de exploração e empobrecimento".

Uma palavra também aos refugiados, cuja situação, para Jerónimo de Sousa, merece "uma resposta humanitária, respeitar os direitos destes seres humanos, criando condições para uma verdadeira integração". Mas também, assinalou, "acima de tudo, atacar as causas, e as causas estão na política dos EUA, NATO e da União Europeia, na desestabilização e pilhagem dos recursos destes países".

Os comunistas, sublinhou Jerónimo, estão convictos de que "na Europa existem forças suficientes para trilhar outros caminhos, caminhos que rejeitam o esmagamento das soberanias, a exploração dos trabalhadores e a delapidação dos recursos dos países". "Não, não aceitamos, como nunca aceitámos, a teoria da inevitabilidade!", disse.

Promessas concretas: a renegociação da dívida, para eduzir encargos anuais; a desvinculação de Portugal do Tratado Orçamental, para recuperar a soberania; a devolução de tudo o que foi "roubado" nos salários e pensões e a fixação do salário mínimo, já em 2016, em 600 euros.

A finalizar, a "boa nova" da campanha de recrutamento para o PCP, com mais dois mil novos militantes comunistas, "com elevado número de jovens e mulheres".

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