"Habituem-se porque isto mudou", afirma Seguro

Secretário-geral do PS recusa demitir-se num "momento grave" do país, mas avisa que, com as primárias, abdica da atribuição de ser candidato socialista a primeiro-ministro para "para abrir à escolha dos portugueses".

"Habituem-se porque isto mudou", atirou este sábado António José Seguro, depois de lançar para a mesa da Comissão Nacional do PS, no Vimeiro, Torres Vedras, várias propostas de reforma eleitoral e (uma mais significativa) eleições primárias para a escolha de um candidato socialista para primeiro-ministro, recusando-se demitir-se de secretário-geral do PS.

"A minha consciência diz-me que tenho de continuar a lutar pelos valores e pelos princípios e habituem-se porque isto mudou" - e assim fechou as suas declarações aos jornalistas.

Seguro saiu para o intervalo de almoço a defender que não podia demitir-se num "momento grave" do país, depois do chumbo do Tribunal Constitucional ao Orçamento do Estado. Mas notou que, com a sua proposta de primárias, está a abdicar dessa sua atribuição.

"Tenho um mandato como secretário-geral do PS para ser candidato a primeiro-ministro e abdiquei dessa minha atribuição para abrir à escolha dos portugueses", afirmou o líder socialista. "Não tenho medo de nenhum debate, não me refugio nos estatutos. Precisamos de uma solução política, mas precisamos de perceber a mensagem que os portugueses nos dão", apontou.

O líder socialista insistiu na novidade da sua proposta. "Este é um momento histórico para o PS e para a democracia portuguesa. É uma inovação na democracia portuguesa e corresponde a uma leitura que eu retive das eleições europeias, a de que há muitos portugueses descontentes e descrentes com o sistema político e com o sistema partidário", disse.

O "habituem-se" de Seguro remete para um outro, de António Vitorino, em 2005, quando este socialista afirmou aos jornalistas que o Governo de Sócrates não seria feito na comunicação social nem pela comunicação social.

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