Graça Moura: "Não houve intenção de afrontar o Governo"

Entrevista ao presidente da Fundação do Centro Cultural de Belém aos diretores do DN e da TSF sobre o seu novo cargo, o acordo ortográfico e o atual momento político.

Em relação à polémica decisão de banir o Acordo Ortográfico dos documentos do Centro Cultural de Belém, o recém-empossado diretor admite que possa ter causado algum incómodo junto do executivo, mas assegura que não houve intenção de afrontar o Governo com esta medida. E defende que sem vocabulário ortográfico comum, preparado com intervenção dos sete países signatários do Acordo através dos seus organismos e instituições, as alterações exigidas à grafia não são sequer aplicáveis.

Relativamente ao Centro Cultural de Belém, Vasco Graça Moura diz que "não há que mexer no que está feito" até ao final da temporada. Mostra-se surpreendido com a demissão em bloco do anterior conselho diretivo mas garante que com os nomes escolhidos para constituir o novo organismo o CCB estará muito bem acompanhado. Com a Fundação Berardo, a instituição deverá manter uma relação de cooperação e boa vizinhança.

Num comentário à atualidade, o escritor afirma que os portugueses não deviam ter ficado tão "eriçados" com as palavras do Presidente da República no que diz respeito ao valor da sua pensão e elogia a liderança de Pedro Passos Coelho, a quem reconhece coragem e bom senso. Quanto à oposição, Vasco Graça Moura defende que António José Seguro é hoje um líder fraco e que o PS, uma vez assinado o acordo com a troika, tem pouca margem para contradizer o Governo e por isso se preocupa com "questiúnculas menores".

Leia a entrevista na íntegra no e-paper do DN.

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