Governo quer oferecer "esperança" com realismo

Uma economia mais competitiva, maior mobilidade e coesão social são os objetivos do Governo para os próximos dois anos, disse hoje o ministro Adjunto e do Desenvolvimento, afirmando que há condições para "oferecer esperança" aos portugueses.

"Este Governo conseguiu estabilizar uma situação financeira particularmente grave para Portugal e está agora numa situação de oferecer esperança aos portugueses mas é uma esperança assente na verdade, assente no realismo", afirmou Miguel Poiares Maduro, em conferência de imprensa no Mosteiro de Alcobaça para apresentar as conclusões da reunião informal do Conselho de Ministros, que começou cerca das 15:30 e durou cerca de três horas.

O Governo definiu os objetivos para os próximos dois anos, que passam por "um país, uma economia, mais competitivos, capaz de singrar no mercado aberto, europeu e global" e que "esteja em condições de oferecer aos portugueses maior mobilidade social".

Questionado pelos jornalistas, Poiares Maduro disse que o ministro do Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, fez uma apresentação do "guião para a reforma do Estado" e houve uma "reflexão muito viva, muito franca" sobre o tema, "um dos pontos fulcrais" da reunião.

Contudo, acrescentou, o objetivo da reunião de hoje não era apresentar propostas concretas.

O ministro referiu também que o Governo irá "iniciar políticas em matéria de proximidade", na relação do Estado com o cidadão, "reforçar políticas em matéria de transparência" e promover "uma posição clara, articulada, de Portugal no contexto europeu".

"O Governo tem de conseguir oferecer esperança aos portugueses mas tem de o fazer num contexto de realidade, sendo verdadeiro com os portugueses", defendeu.

Para isso, acrescentou, o Governo irá "não apenas agir na conjuntura, mas agir estruturalmente", já que, disse, "alguns dos problemas fundamentais precedem a crise financeira".

"Estamos num momento importante de promoção do investimento e é um momento em que estamos a reforçar muitas das reformas estruturais que já foram avançadas e vamos articular isso de forma mais clara com os portugueses", disse.

A reunião do Conselho de Ministros terminou cerca das 19:00. Cerca de uma hora antes, os ministros interromperam os trabalhos para a "fotografia de família", que contou com todos os ministros, incluindo o ministro da Educação que não compareceu na parte inicial da reunião por estar fora do país.

Este texto da agência Lusa foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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