"Governo não está focado nos problemas das famílias"

Economista de formação e novo "chairman" do Banif, Luís Amado defende que, se há crítica a fazer ao Governo de coligação, é a falta de atenção aos problemas essenciais das empresas e das famílias portuguesas.

Em entrevista ao Gente que Conta, conduzido por João Marcelino, diretor do DN, e Paulo Baldaia, diretor da TSF, o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros do Governo socialista de José Sócrates afirma, no entanto, que Pedro Passos Coelho tem sabido honrar os compromissos do País, inspirando confiança e segurança. Mas admite que Portugal não pode correr o risco de uma eventual saída da zona euro, mesmo que essa hipótese não esteja totalmente afastada.

Acrescenta ainda que a zona euro irá viver sobressaltos até atingir a estabilidade, mas diz que a crise europeia está já a encaminhar-se para a sua resolução. Comentando a atualidade nacional, refere-se ao processo instaurado na Procuradoria-Geral da República aos membros do Governo socialista em que tomou parte dizendo que nunca viu nenhum cartão de crédito, nem foi contactado no sentido de prestar declarações.

Sobre a comissão de inquérito à venda do BPN, diz ser legítima. Sugere que a banca nacional não voltará a ser o que foi no passado e, questionado sobre uma eventual candidatura à Presidência da República, afasta liminarmente esse cenário.

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