Governo e PS apoiam fundo europeu exigido por intelectuais

Executivo vê na carta um apoio. PS reve-se na ideia de um FME. PCP e Bloco contestam carta enviada a altos dirigentes europeus.

O governo português e o PS concordam com a criação de um Fundo Monetário Europeu (FME), que afaste o FMI dos ajustamentos europeus. A criação do FME é uma das propostas que um grupo de intelectuais europeus (desde sociólogos a economistas) elaboraram numa carta aberta aos presidentes de cinco das mais influentes instituições europeias.

A carta, à qual do DN teve acesso, é subscrita pelo economista Vítor Bento e por mais de uma centena de notáveis europeus, como o sociólogo britânico e autor da "Terceira Via" seguida por Tony Blair, Anthony Giddens. A missiva pretende influenciar a reforma da União Económica Monetária - que os subscritores consideram hoje "uma criança perdida que ninguém quer cuidar" - e propõe que o novo FME seja presidido pelo presidente do Eurogrupo que deve ser, simultaneamente, vice-presidente da Comissão Europeia.

O governo português vê nesta carta uma manifestação de apoio a propostas feitas pelo Governo português. Há dois anos, o Presidente Cavaco Silva defendeu a ideia. Em fevereiro deste ano foi a vez de Passos Coelho num debate quinzenal, consolidando o renascimento da ideia em maio, num discurso em Florença, onde defendeu que o Mecanismo de Estabilidade Europeu (MEE) se devia transformar num FME.

Leia aqui a carta dos intelectuais enviada aos dirigentes europeus.

Leia mais na edição impressa ou em DN e-paper.

Exclusivos