"Governo achou que a passividade era eterna"

O ministro da Saúde mais polémico da última década vê o atual governante para o sector com uma atitude de protesto contra mais cortes.

"O que acontece é que o Governo, no início, se sentiu muito forte com a passividade dos portugueses e achou que era eterna. Mas não é, basta ver o episódio da greve dos médicos que teve a simpatia natural da população. Não por os grevistas serem médicos, mas por sentir que estava de certo modo a protestar contra as medidas de austeridade. Há uma transferência de protesto", afirmou numa entrevista ao jornalista João Céu e Silva.

Correia de Campos acha que, a continuar o ajustamento para além do aceitável, Paulo Macedo poderá deixar de ser o executor. "Paulo Macedo executa um programa que defende o Serviço Nacional de Saúde", disse ao DN.

O ex-ministro prevê a possibilidade de os médicos regressarem à greve ainda este verão e diz que o livro 'Mudar', de Passos Coelho, é uma arma contra o seu autor.

Leia a entrevista na íntegra no epaper do DN.

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