Freitas e Capucho no Encontro das Esquerdas

Diogo Freitas do Amaral e António Capucho são duas das presenças já confirmadas no segundo "Encontro das Esquerdas", dia 21, na Aula Magna de Lisboa.

Ao principal dinamizador desta iniciativa, Mário Soares, juntar-se-ão nomes como os do general Pinto Ramalho (ex-chefe do Exército) Marisa Matias (eurodeputada do Bloco de Esquerda), Ruben de Carvalho (militante do Partido Comunista) e o ex-bispo das Forças Armadas, Januário Torgal Ferreira.

"Em defesa da Constituição, da Democracia e do Estado Social", é o lema deste "Encontro das Esquerdas", que volta a ter entre os promotores, o histórico socialista Manuel Alegre e o antigo dirigente social democrata Pacheco Pereira.

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?