Felipe e Letizia almoçam com Passos Coelho em São Bento

Os príncipes das Astúrias, que terminam esta noite uma visita oficial de três dias a Portugal, deslocaram-se hoje à residência oficial do primeiro-ministro, onde após um encontro com Pedro Passos Coelho, vão almoçar.

Os príncipes das Astúrias, Felipe de Borbón y Grécia, herdeiro da coroa de Espanha, e Letizia Ortiz Rocasolano, chegaram à São Bento às 12:45, tendo sido recebidos pelo chefe do executivo e pela sua mulher.

Após um breve encontro, que se prolongou por cerca de 20 minutos, os dois casais deslocaram-se até aos jardins da residência oficial do primeiro-ministro, onde durante alguns momentos conversaram e posaram para as dezenas de fotógrafos e repórteres de imagem que tentavam registar o momento.

De seguida, os príncipes das Astúrias, Pedro Passos Coelho e a mulher voltaram para o interior da residência oficial, onde o primeiro-ministro oferece um almoço aos príncipes.

Este foi o penúltimo ponto da agenda da visita oficial de três dias a Portugal dos príncipes das Astúrias, que começou na quarta-feira e decorreu a convite do Presidente da República português, Aníbal Cavaco Silva.

O último ponto da agenda da visita oficial acontecerá ao final da tarde, com a cerimónia de entrega dos Prémios "Europa Nostra", nos claustros do Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa.

Nesta cerimónia, além de uma intervenção de Felipe de Borbón, vai ainda usar da palavra o chefe de Estado português, Cavaco Silva.

A cerimónia assinala também o 40.º aniversário da Convenção do Património Mundial da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura).

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.

Premium

João Taborda da Gama

Le pénis

Não gosto de fascistas e tenho pouco a dizer sobre pilas, mas abomino qualquer forma de censura de uns ou de outras. Proibir a vista dos pénis de Mapplethorpe é tão condenável como proibir a vinda de Le Pen à Web Summit. A minha geração não viveu qualquer censura, nem a de direita nem a que se lhe seguiu de esquerda. Fomos apenas confrontados com alguns relâmpagos de censura, mais caricatos do que reais, a última ceia do Herman, o Evangelho de Saramago. E as discussões mais recentes - o cancelamento de uma conferência de Jaime Nogueira Pinto na Nova, a conferência com negacionista das alterações climáticas na Universidade do Porto - demonstram o óbvio: por um lado, o ato de proibir o debate seja de quem for é a negação da liberdade sem mas ou ses, mas também a demonstração de que não há entre nós um instinto coletivo de defesa da liberdade de expressão independentemente de concordarmos com o seu conteúdo, e de este ser mais ou menos extremo.

Premium

Adolfo Mesquita Nunes

A direita definida pela esquerda

Foi a esquerda que definiu a direita portuguesa, que lhe identificou uma linhagem, lhe desenhou uma cosmologia. Fê-lo com precisão, estabelecendo que à direita estariam os que não encaram os mais pobres como prioridade, os que descendem do lado dos exploradores, dos patrões. Já perdi a conta ao número de pessoas que, por genuína adesão ao princípio ou por mero complexo social ou de classe, se diz de esquerda por estar ao lado dos mais vulneráveis. A direita, presumimos dessa asserção, está contra eles.