FC Porto levaria 2666 anos para pagar centro do Olival

Alegados favores das autarquias ao clube da terra já são tema banal, mas há outra controvérsia quando é a câmara vizinha a fazê-lo: Gaia gastou 16 milhões no centro de treinos de que recebe 500 euros de renda do FC Porto e o Seixal é acusado de ter facilitado a construção do centro de estágio do Benfica sem salvaguardar contrapart

Histórias do favorecimento dos clubes da terra por parte da respetiva autarquia já são habituais na troca de galhardetes entre adeptos rivais. Mas há também as câmaras que se esforçam antes por bem receber emblemas vizinhos - e de impacte nacional: foi o que fizeram Gaia e Seixal, ao albergarem nos seus concelhos os centros de estágio de FC Porto e Benfica, respetivamente. A norte, os dragões pagam 500 euros mensais de renda por uma infraestrutura que custou 16 milhões de euros aos cofres públicos. E a sul, segundo rezam as crónicas, as esperadas contrapartidas benfiquistas pela construção do Caixa Futebol Campus não foram salvaguardadas pelo município.

Afinal, além da notoriedade, o que ganham as duas câmaras por receber nos seus concelhos águias e dragões? Não se sabe. Os dois municípios não responderam às questões feitas pelo DN. E em ambos os casos as vozes da oposição falam de acordos pouco vantajosos para a autarquia.

Em Gaia, a autarquia gastou 16 milhões de euros a erguer o centro, sem qualquer participação do clube. O FC Porto paga, desde 2002, uma mensalidade de 500 euros pelo complexo de mais de 80 mil metros quadrados, que o antigo presidente da FIFA, João Havelange, considerou como "um dos melhores do mundo, senão o melhor". Para que os portistas conseguissem ressarcir todo o investimento da autarquia tinham de estar no centro de treinos durante... 2666 anos, mas o contrato é apenas de 50 anos (ou seja, 300 mil euros de renda, no total).

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