Ex-espião impedido de revelar ligações das secretas

Passos Coelho invoca lei e impede Silva Carvalho de falar em tribunal sobre relação entre secretas e operadoras.

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, impediu que Jorge Silva Carvalho, ex-diretor do Serviços de Informações Estratégicas e Defesa (SIED), possa falar em tribunal sobre a "relação" entre os serviços de informações e as operadoras de telecomunicações. Acusado, além de outros crimes, pelo "acesso indevido" à faturação detalhada do telemóvel do jornalista Nuno Simas, o ex-espião fez um segundo pedido de levantamento do segredo de Estado a Pedro Passos Coelho, circunscrevendo-o à questão das operadoras. Porém, o primeiro-ministro, segundo apurou o DN, voltou a não autorizar.

Na carta que enviou ao primeiro-ministro, Jorge Silva Carvalho sustentou o pedido de levantamento do segredo de Estado para responder aos pontos da acusação do Ministério Público relativos à obtenção da faturação detalhada do telemóvel do jornalista. Porém, na resposta, que foi enviada na passada semana, o gabinete de Passos Coelho voltou a invocar a lei do segredo de Estado para dizer que este impera perante qualquer "interesse particular"

Sendo assim, perguntas como "os serviços de informações têm mais 'toupeiras' nas operadoras de telecomunicações?" ou "o acesso à faturação detalhada do jornalista Nuno Simas foi um caso isolado ou houve mais situações?", que poderão surgir em tribunal, ficarão sem resposta, uma vez que o ex-diretor do SIED não pode falar sobre a "relação" entre os serviços e as várias empresas que operam no sector, como a Optimus, a Vodafone e a TMN.

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