"Eu também tenho emoções e me emociono com a situação"

O primeiro-ministro disse esta manhã, na Assembleia da República, que apesar de saber que a situação é difícil, tem de agir para resolver os problemas. Antes, Seguro acusara Passos de ser "a maior tragédia do nosso país". O debate foi interrompido por um grupo de ativistas que cantou "Grândola, Vila Morena".

LEIA AQUI O DEBATE AO MINUTO:

11h46 - Assunção Esteves dá o debate por encerrado.

11h43 - João Semedo volta à questão da banca e pergunta: "Quantas coisas no memorando o primeiro-ministro já modificou? Só se podem modificar as coisas relativas à banca? Não sabe que a recapitalização da banca ajudou a dar lucros à banca, muitos deles associados à compra da dívida pública?".

11h39 - Passos lembra que o financiamento dedicado à recapitalização da banca não pode ser usado para outra finalidade. Diz ainda que "ninguém pode afastar a possibilidade de uma espiral recessiva" e que "o Governo tudo está a fazer para o evitar", rejeitando a teoria de que Portugal esteja "a viver um processo com esses contornos".

11h37 - João Semedo critica a operação de recapitalização da banca. "De que está à espera, de quanto mais pobres, de quantos desempregados, para mudar esta política?", pergunta.

11h35 - Passos Coelho mostra-se aberto a qualquer solução, desde que a mesma não contribua para agravar a situação do país.

11h32 - João Semedo, coordenador do Bloco de Esquerda, elogia o momento em que se ouviu nas galerias "Grândola, Vila Morena", que considera uma lufada de ar fresco na sessão, e acusa primeiro-ministro de "estar de braços cruzados e braços caídos, à la Jonet". "Está disposto ou não a repor o subsídio de desemprego enquanto o trabalhador estiver desempregado e durar o seu subsídio de desemprego?", pergunta.

11h30 - Passos diz: "Eu também tenho emoções. Eu também me emociono com a situação do país. Mas de um primeiro-ministro espera-se que ele tenha também soluções e é isso que tenho tentado fazer".

11h29 - Jerónimo de Sousa diz que não há dúvidas que a vida de alguns, nomeadamente dos banqueiros, está melhor.

11h23 - Passos Coelho diz que sabe que "país precisa de uma ponta de esperança", volta a elogiar o "esforço dos portugueses" e garante que "não estamos hoje pior do que estávamos quando iniciámos esta tarefa". "A única esperança que os portugueses podem ter é que o caminho possa resultar em bons frutos".

11h17 - Jerónimo de Sousa, secretário geral do PCP, diz que "não é fácil fazer perguntas no quadro da situação a que estamos a viver" e refere que se assistiu a um debate com troca de acusações, ao género de "diz o roto ao nu". O país está farto de tanta hipocrisia", afirma, voltando a defender a demissão do governo. "Se as instituições estivessem a funcionar como deveriam, este governo não aguentava nem mais um dia, como amanhã se vai ouvir na manifestação convocada pela CGTP", defendeu. perante o sorriso de Passos acrescentou: "Ria-se senhor primeiro-ministro, ria-se. O seu antecessor também se ria e veja-se o que sucedeu".

11h08 - Passos Coelho diz que de todas as interrupções que já teve "esta foi a de mais bom gosto. Fez-me recordar a comemoração do 25 de abril que tivemos aqui no ano passado". Depois retoma a palavra referindo-se ao acordo efetuado no Conselho Europeu e ao IRC.

11h06 - Passos ia iniciar a resposta quando, no público, se começa a cantar "Grândola, Vila Morena". Assunção Esteves, presidente da AR, pede às pessoas (do movimento Que se lixe a troika) que se retirem. Enquanto isso, o primeiro-ministro aguarda que possa falar. O grupo de cantores - que incluía Garcia Pereira, do PCTP-MRPP - é retirado da galeria pela polícia. Noutra galeria, um homem é convidado a sair depois de mostrar um papel com algo escrito.

10h59 - Nuno Magalhães, do CDS, inicia a sua intervenção acusando o PS de nada dizer quando há boas notícias da Europa, referindo-se especificamente ao último Conselho Europeu. O deputado considera que o acordo conseguido para Portugal "é bom" e faz elogios ao governo. Refere a "preocupação" em relação ao desemprego", nomeadamente o jovem e de longa duração e as medidas já implementadas para a criação de emprego. "O caminho é árduo, difícil, mas os portugueses têm cumprido os compromissos assumidos internacionalmente por outros", elogia, referindo, por exemplo, as seis avaliações positivas da troika e o regresso antecipado ao mercado. Termina manifestando o total de apoio do CDS.

10h55 - Seguro recorda que quem ali está para responder a perguntas é Passos. O que o senhor prometeu era redução abrupta da despesa e que depois o país começaria a crescer. O senhor falhou. E é inaceitável que não reconheça que falhou. Pior que isso é insistir na receita", defende o socialista, que promete para breve um debate sobre trajetórias de consolidação fiscal. "A sua falhou", acusa.

10h53 - Passos diz que no dia em que o PM assumisse publicamente que não está disponível para assumir as metas a que se propôs não haveria nenhum governo para assumir esses compromissos.

10h52 - "A maior tragédia neste país é o primeiro-ministro que está à frente do governo". Um PM que não é capaz de chegar ao parlamento e reconhecer o desastre social e económico que está a infligir a Portugal", diz, referindo de novos os mais de 900 mil desempregados que existem atualmente.

10h47 - Passos Coelho responde que Seguro não pode lavar a sua consciência com as acusações que lhe dirige. "Enquanto houver memória, as pessoas não esquecerão para efeitos eleitorais as políticas que os senhores realizaram", disse. O primeiro-ministro lembrou que o líder do PS afirmou, em entrevista ao DN, que não se comprometia em baixar os impostos. Quanto ao argumento da insensibilidade, considera-o "antigo e estafado" e garante que nunca virará a cara aos problemas.

10h41 - Seguro acusa Passos de fazer o contrário daquilo que dizia quando estava na oposição. "Portugal não precisa de um primeiro-ministro que continua a fazer oposição ao passado. precisa de um primeiro-ministro que dê respostas", diz. "O que é que o senhor está aqui a fazer?", pergunta, falando do desemprego, da quebra da economia. E acusa Passos de dar sempre a mesma resposta aos portugueses: "As previsões estão em linha com aquilo que o governo tinha previsto". O senhor não tem soluções para desemprego, espiral recessiva porque a sua política é que aprofundou estes problemas. O responsável é o senhor".

10h37 - Na resposta a Seguro, Passos diz que o líder do PS pinta a situação do país em função da utilidade política. "Se há boa razão para Portugal estar como está hoje deve-se a anos e anos de desequilíbrios e incumprimentos de Portugal", acusou, enumerando algumas das contas de anos de governação PS.

10h36 - António José Seguro diz que Passos Coelho deveria ter começado o discurso na AR assumindo as suas responsabilidades e dizendo que iria mudar de política. O líder do PS acusou ainda o primeiro-ministro de "inconsciência perante a situação económica e social".

10h15 - Passos Coelho referiu as medidas de combate ao desemprego que o governo tem vindo a implementar, nomeadamente o Impulso Jovem. Nomeou também algumas medidas para "aliviar esta restrição de financiamento".

10h10 - "O dr. António José Seguro está cada vez mais igual ao engenheiro Sócrates e o dr. António Costa está cada vez mais igual ao dr. António José Seguro. O dr. António José Seguro assumiu finalmente o legado do engenheiro Sócrates e uma abordagem de facilidade muito semelhante à do engenheiro Sócrates", afirma Luís Montenegro, líder da bancada do PSD. Depois, contrapõe a "nova realidade do PS" à "postura de tenacidade, de realismo e uma vontade férrea do Governo de sentido estratégico, com decisões difíceis e estruturais mas com grande sensibilidade social na ação".

10h05 - "A ideia de que o Governo está resignado, atrozmente resignado com a situação do desemprego não pode estar mais longe da realidade", responde Pedro Passos Coelho.

10h00 - O Partido Ecologista "Os Verdes" abriu esta manhã no Parlamento o debate quinzenal com o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho. A deputada Heloísa Apolónia acusa o executivo de ter uma "resignação atroz" e um "conformismo absoluto" perante a taxa de desemprego, que já atinge os 16,9 por cento.

O debate quinzenal com o primeiro-ministro no Parlamento decorre dois dias depois da divulgação pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) dos dados do desemprego, que se situava em 16,9% no final de 2012, o valor mais alto de sempre.

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