"Era hipócrita se dissesse que não penso" nas Presidenciais

Rui Rio é um dos nomes falados no centro-direita, ainda sem candidatos assumidos para uma candidatura a Belém.

O social-democrata Rui Rio classificou, esta noite, o cenário macroeconómico do PS como "demasiado arriscado", enquanto sobre a corrida a Belém garantiu que não existem "tabus", admitindo que "seria hipócrita" se dissesse que não pensa nas presidenciais.

"Não há tabu nenhum [sobre as presidenciais], mas hoje o que há aqui é um debate que o PSD do Porto promove sobre a reforma do regime de um modo geral e é disso que venho falar", disse Rui Rio aos jornalistas, à entrada para a conferência "Reforma do Regime".

Perante a insistência dos jornalistas, o ex-presidente da Câmara do Porto admitiu que pensa nas eleições para Presidente da Republica, escusando-se, no entanto, a falar sobre qualquer um dos candidatos que já se apresentaram.

"Eu era hipócrita se dissesse que não penso [nas presidenciais]. Então, com notícias quase todos os dias. É tarde para quê, para as Presidenciais? De forma nenhuma, bem pelo contrário", disse, antes do início do debate promovido pela Academia Sá Carneiro do PSD/Porto.

Rui Rio é um dos nomes falados no centro-direita, ainda sem qualquer candidato assumido, juntamente com o ex-líder do PSD Marcelo Rebelo de Sousa e com o antigo primeiro-ministro Pedro Santana Lopes.

Já no último sábado, Paulo Morais, que foi, de 2002 a 2005, vice-presidente da Câmara do Porto durante o mandato de Rui Rio, apresentou a sua candidatura à Presidência da República, mas instado a avançar se estaria disposto a dar apoio ao seu antigo 'número dois' na autarquia Portuense, Rio repetiu que não queria falar em eleições.

"Não tenho nada a comentar, nem sobre esse candidato, nem sobre outros potenciais candidatos", declarou.

Já sobre o cenário macroeconómico que o PS de António Costa apresentou terça-feira, Rui Rio, procurando vincar sempre que o facto de ser economista o obriga a "ver o documento com mais cuidado" e que tem "respeito" pelos técnicos que formularam o documento, disse que "à primeira" parece "demasiado arriscado".

"É acreditar que vamos conseguir animar a economia de uma forma que no passado já tentamos e que não surtiu efeito nenhum. Daquilo que eu vi, é que há uma aposta demasiado grande no consumo privado, sendo certo que a aposta do crescimento tem de ser feita pelas exportações e pelo investimento. Basicamente investimento externo, estrangeiro, porque não há investimento que chegue em Portugal", vincou o ex-autarca do Porto.

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