"Em guerra não se limpam armas", garante Passos

O primeiro-ministro e presidente do PSD considerou, na quinta-feira à noite, sem precisar ao que se estava a referir, que haverá tempo para tirar lições "de todo este processo", mas não "quando se está em guerra".

Pedro Passos Coelho fez esta afirmação na reunião do Conselho Nacional do PSD, num hotel de Lisboa, logo depois de falar da dívida acumulada por Portugal e dos anos necessários para a equilibrar, numa intervenção em que também falou do processo de conversações em curso com o PS e o CDS-PP com vista a um acordo de médio prazo proposto pelo Presidente da República.

"Haverá uma altura própria em que tiraremos de todo este processo as devidas ilações, lições e ensinamentos. Não é ainda o momento de fazer essa avaliação. Costuma-se dizer: quando estamos no meio da batalha, quando se está em guerra, não se limpam armas. É mesmo assim", afirmou o primeiro-ministro, num discurso a que a comunicação social pôde assistir.

"A guerra forte em que estamos envolvidos não nos permite, não nos consente que nos possamos distrair com outras avaliações ou considerações", acrescentou Passos Coelho.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ricardo Paes Mamede

O populismo entre nós

O sucesso eleitoral de movimentos e líderes populistas conservadores um pouco por todo o mundo (EUA, Brasil, Filipinas, Turquia, Itália, França, Alemanha, etc.) suscita apreensão nos países que ainda não foram contagiados pelo vírus. Em Portugal vários grupúsculos e pequenos líderes tentam aproveitar o ar dos tempos, aspirando a tornar-se os Trumps, Bolsonaros ou Salvinis lusitanos. Até prova em contrário, estas imitações de baixa qualidade parecem condenadas ao fracasso. Isso não significa, porém, que o país esteja livre de populismos da mesma espécie. Os riscos, porém, vêm de outras paragens, a mais óbvia das quais já é antiga, mas perdura por boas e más razões - o populismo territorial.