Diretora do "Público" reafirma pressões de Relvas

A diretora do Público reiterou hoje que o ministro Miguel Relvas pressionou o jornal de uma forma "inaceitável" em declarações no final da audição na Entidade Reguladora da Comunicação Social (ERC).

Bárbara Reis, que esteve reunida com os membros da ERC durante cerca de duas horas e meia, disse aos jornalistas que "houve pressão e a pressão foi inaceitável", reiterando que Miguel Relvas ameaçou o jornal Público com 'blackout' do Governo, a revelação de dados da vida privada da jornalista Maria José Oliveira e ainda com uma queixa junto da ERC.

Vim aqui reiterar que "o ministro Relvas fez pressão ao jornal Público", referiu.

Já hoje, o ministro-Adjunto e dos Assuntos Parlamentares afirmou "nunca" ter exercido "pressões" sobre o jornal Público ou os seus jornalistas no final da audição realizada pela Entidade Reguladora da Comunicação Social (ERC).

Miguel Relvas, em declarações aos jornalistas, disse estar "de consciência tranquila" e acrescentou que quem se sentiu pressionado foi ele próprio por lhe terem dado "32 minutos para responder às questões do jornal Público".

O ministro adiantou que "todas as questões foram esclarecidas" e que esteve "uma semana em silêncio" porque entendeu que apenas se deveria pronunciar "após prestar declarações à entidade reguladora".

Ainda hoje, será ouvida pela ERC a editora de Política do Público, Leonete Botelho.

O conselho de redação do Público afirmou na sexta-feira, dia 18, que Miguel Relvas ameaçou queixar-se ao regulador do setor, promover um "blackout" de todos os ministros ao jornal diário e divulgar, na Internet, dados da vida privada de uma jornalista, se fosse publicada uma notícia sobre o caso das secretas.

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) anunciou o início de averiguações ao caso, revelando que recebeu "uma série de documentos" enviados "por iniciativa própria" pelo ministro.

O primeiro-ministro comentou o assunto, dizendo que o governo "não faz chantagens ou pressão sobre a comunicação social", enquanto o líder do PS, António José Seguro, disse que as dúvidas devem ser cabalmente esclarecidas: "Não pode ficar nenhuma dúvida, doa a quem doer e seja quem for".

O Presidente da República escusou-se a comentar o caso por ser "objeto de polémica político-partidária", mas garantiu que o primeiro-ministro o tem informado de "tudo o que se passa" nas secretas.

A maioria PSD e CDS-PP, que tinha pedido adiamento das audições no parlamento até ao final das conclusões da ERC, chumbou os pedidos feitos pelo PS e pelos Verdes para ouvir o ministro e os restantes envolvidos no caso.

Relacionadas

Brand Story

Tui

Últimas notícias

Mais popular

  • no dn.pt
  • Política
Pub
Pub