Diretor do SIS deixa cargo e governo vai juntar secretas no Forte da Ameixoeira

Horácio Pinto deve ser substituído pelo seu número dois, Neiva da Cruz. O superespião era um defensor da fusão dos dois serviços de informações, SIS e SIED, mas sai sem protagonizar essa reforma adiada do executivo

"Naturalmente e sem sobressaltos" é como uma fonte próxima do Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP) caracteriza a saída do diretor do SIS do seu cargo. Juiz desembargador, Horácio Pinto completa em novembro nove anos em funções de liderança no Serviço de Informações de Segurança (SIS), com três comissões de serviço cumpridas, mais do que é permitido aos magistrados.

A sucessão de Horácio Pinto, tal como a sua saída, será também pacífica, na opinião das fontes ouvidas pelo DN, com o nome do seu número dois, Neiva da Cruz, a aparecer como o mais provável candidato. A manutenção do status quo dos serviços, a promoção de personalidades discretas e da confiança política dos dois maiores partidos, PSD e PS, são condições determinantes que pesam nas escolhas.

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