Direção do PS quer "mínima transparência", acusa César

Comissão Política do partido está reunida para discutir regulamento das eleições primárias. À entrada, apesar dos apelos ao consenso, o apoiante de António Costa acusou Seguro de querer "mínima democracia".

A Comissão Política socialista já está reunida, esta quinta-feira à noite, para a discussão do regulamento das eleições primárias (para a escolha do candidato do PS para primeiro-ministro), que se prevê longa e presa por detalhes entre as duas candidaturas, depois de conhecidas as propostas do lado de António José Seguro e António Costa. O secretário-geral do PS anunciou que o regulamento será discutido artigo a artigo.

À entrada para a reunião, na sede do PS, no Largo do Rato, prevaleceram os apelos ao consenso de parte a parte, mas Carlos César, ex-presidente do Governo Regional dos Açores e apoiante de António Costa, acusou a direção de Seguro de querer "mínima transparência e mínima democracia" no processo eleitoral, por oposição à candidatura do autarca de Lisboa.

"Há aspetos do regulamento que não são garantia de idoneidade e que nos causam perplexidade", começou por apontar César, referindo-se ao tempo de registo de simpatizantes (Seguro estende esse período de 15 de julho até 21 de setembro, enquanto que Costa só quer fazer essas inscrições até ao final de julho) e à divergência na fiscalização do ato eleitoral.

"Nós procuramos que este processo decorra com a máxima transparência e a máxima democracia e a direção do partido quer que isto corra com mínima transparência e mínima democracia", completou o apoiante de Costa (chegaram juntos, quase 20 minutos depois da hora marcada, mas o autarca de Lisboa não quis falar).