Dados do INE não surpreendem Passos Coelho

O primeiro-ministro reagiu à divulgação dos números do Instituto Nacional de Estatística (INE), dando conta que tanto o desemprego como a contração da atividade económica estão "em linha com as previsões do Governo".

Pedro Passos Coelho afirmou esta quarta-feira que os dados revelados pelo INE relativos à contração do produto português em 3,4% em termos homólogos e 0,8% em relação ao trimestre anterior e o aumento da taxa de desemprego para 15,8% são "números em linha de conta com as previsões do Governo".

"Dentro das más notícias, aquilo que os portugueses precisam de saber é que elas estão de acordo com aquilo que estávamos à espera", explicou Passos Coelho, à margem da inauguração das novas instalações da Sicasal, na sequência de um incêndio que devastou as antigas fábricas em 2011.

No que respeita ao Produto Interno Bruto (PIB), o primeiro-ministro recordou que os valores são "compatíveis com a meta de 3% de queda" no final do ano, acrescentando, quanto ao desemprego - situação na qual já se encontram mais de 870 mil portugueses -, que é expectável que este continue a aumentar, até que chegue a uma fase de "declínio, que acontecerá de forma sustentada a partir de 2014".

Questionado sobre a adesão à greve geral convocada pela CGTP, Passos Coelho recusou entrar naquilo que designou por "guerra de números" com a central sindical e disse ainda desconhecer qualquer incidente em que tenha sido necessária a atuação da polícia de intervenção.

No entanto, o líder do Executivo não deixou de responsabilizar os últimos dias de greves pela quebra na produção nacional, tendo para isso sublinhado que a greve é um "direito que deve ser exercido com moderação".

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