Crato quer "moralizar admissão de professores"

Reforçar a avaliação externa das escolas e "moralizar o sistema de admissão de professores" são duas prioridades do Ministério da Educação e Ciência para 2013, disse este sábado o ministro da tutela, Nuno Crato, em Lisboa.

Nuno Crato, que intervinha no painel das jornadas parlamentares do PSD/CDS dedicado às "Reformas nas Políticas Sociais", destacou também os três critérios definidos para "recompensar as escolas pelo seu trabalho em função do sucesso": evolução dos resultados nas provas e exames nacionais, correspondência entre as notas das classificações internas e externas, eficiência de gestão (horários mais completos, por exemplo).

O ministro da Saúde, Paulo Macedo, lembrou o seu "ponto de partida" ao tomar posse - um "conjunto de dívidas" na casa dos três mil milhões de euros - e apontou "o paradoxo" que enfrenta: "Temos o maior orçamento da Saúde de sempre mas a maior fatia é para pagar dívidas e não para melhorar" os serviços ou condições de saúde dos cidadãos.

Ajustar a despesa às receitas e distribuir essa despesa de forma mais equitativa por todos, baixando os custos para os cidadãos e para o Estado, são as formas de garantir a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde, frisou Paulo Macedo, realçando depois as novas políticas do medicamento e para aumentar em um milhão o número de pessoas com médico de família nos próximos 12 meses.

O ministro da Solidariedade e da Segurança Social, Pedro Mota Soares lembrou o "feito histórico" do Governo PSD/CDS na redução das despesas do Estado em 12% e deu o caso do seu Ministério em matéria de "consumos intermédios": menos uma centena de milhões de euros num orçamento de 400 milhões para funcionamento.

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