Costa pede ajuda a economistas para fazer programa de Governo

Porque se quer basear num "cenário macro-económico fiável", António Costa vai pedir a uma equipa de economistas um "quadro prospetivo" que "balizará a elaboração do programa do Governo".

A medida foi esta noite anunciada pelo próprio, ao apresentar, em Coimbra, a sua moção ao próximo congresso do PS. O candidato disse que não poderá ignorar "os limites" impostos à política orçamental e aproveitará o tal "quadro prospetivo" para definir "as prioridades das medidas de política".

O programa de Governo do PS, confirmou Costa, será elaborado "num processo aberto, ao nível regional e temático, que culminará numa Convenção Nacional na Primavera de 2015".

Entretanto, a Agenda para a Década servirá de base para se começar a discussão e, não sendo um programa de Governo, "enformará" esse programa de Governo.

O discurso de António Costa foi marcado também por ataques tanto à esquerda como à direita - e envolveu o próprio Presidente da República.

"Em 2011 a direita cumpriu o seu velho sonho de conquistar uma maioria, um Governo e um Presidente. Em menos de três anos este sonho da direita confirmou-se um pesadelo", afirmou.

Quanto à esquerda falou no "sectarismo anti-PS" das "esquerdas à esquerda do PS" - referindo-se assim implicitamente ao PCP e ao BE. Neste contexto saudou - mais uma vez implicitamente - o Livre e os dissidentes do BE que se reúnem no Fórum Manifesto, por procurarem "quebrar" aquele "sectarismo anti-PS".

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